sábado, 9 de maio de 2015

Capitão Falcão à rescate de Portugal!


Ora bem, ainda não vi o filme. Mas este super-herói fascista português parece-me inspirado numa mistura do “Torrente” espanhol e o “Tio de la Vara”. Pelos comentários que li, é uma sátira do Estado Novo português mas não está a gostar muito ao pessoal da esquerda portuguesa. A polémica está servida. Neste espaço estamos e estaremos sempre abertos às novas propostas no cinema português que, bem podemos dizer, não está a passar o seu melhor momento. Gostava de saber a opinião do Manoel de Oliveira deste filme... Será este super-heói quem vai salvar o cinema português?



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Dia Internacional da Língua Portuguesa - 5 de maio




Aproveitando a conmemoração do Dia Internacional da Língua Portuguesa, muito apropriado o tema “Às Vezes” dos D.A.M.A. Reparem na pronúncia, se calhar o mais importante nesta língua.



domingo, 26 de abril de 2015

Sem pão (e vinho) não há liberdade. Jantar 25 de Abril


 Cravos da liberdade!
Parafusinho apresenta... Aromas de Abril
Asun recebe o prémio à maior colaboradora da noite!
Grândola Vila Morena...


Até o próximo ano... 25 de Abril sempre!





quarta-feira, 8 de abril de 2015

A propósito de Manoel de Oliveira

Vou para Casa



Com o tempo, o porto de Manoel de Oliveira passou a ser o mundo. Os limites da cidade não são os limites da sua obra. Partiu. Agora, como nunca, jamais saberemos por onde anda, nem para onde foi. Mas poderemos sempre recordar o título de um dos seus filmes mais amados: Vou para Casa. 

O tempo é uma passagem de tempos. Morreu. As palavras podem ser cruéis. Partiu. Os sentimentos podem ser contraditórios. Acabou. Nasceu uma ausência. Floresce a partir de agora uma saudade. Constrói-se um vazio triste. Combate-o a alegria da hipótese do outro lado do espelho. O da esperança, o da certeza da impossibilidade da morte, da impossibilidade da partida, da impossibilidade da ausência. Há pessoas para quem a morte não será nunca uma passagem. Não se afastam. Não desaparecem. Não se apagam da memória. Não há futuro sem o presente que representam e o passado que souberam construir. Manoel de Oliveira deu esta quinta-feira o último suspiro. Tinha 106 anos. O seu tempo é um tempo de todos os tempos. 

Expresso 2 abril 2015